Tenho cada vez mais a impressão de que a criatividade está conectada a alguma espécie de divindade. Um criador ou criadora (não acho que Deus tenha gênero) que está por todos os lugares, vendo todos os meus sacolejos e invencionices e dizendo: “Minha filha, ai, ai!” (rs).
Não acredito num Deus que pune. Nada disso. Penso mais que o “cara lá de cima” fica vendo nossas escolhas torcendo para que a gente use o livre-arbítrio com sabedoria, aproveitando bem a jornada que temos – com todos aqueles desafios e oportunidades que fazem a vida incrível.
Tenho quase certeza, porém de que ele ou ela deve ter um apreço especial (ou seria uma preocupação superior?) pelos doidinhos, pelos outliers, pelos inovadores, pelos criativos e (com só um pouquinho de soberba) pelos designers de experiências.
Porque, na boa, Deus ajuda os malucos! Ajuda naquele projeto que você nem acredita e que cai no seu colo. Nas pessoas que coloca dos jeitos mais inusitados no seu caminho. Na inspiração que simplesmente acontece quando você menos espera. No desafio que você acha que é muito maior do que a sua altura e em que ele ou ela coloca um banquinho para fortalecer a subida.
Dia desses, no meio da operação de um festival, chovia cântaros e a gente só na maré da tristeza porque as experiências estavam vazias. Afinal, bom mesmo é quando está um fervo com milhares de pessoas querendo entrar e a gente tendo que administrar os humores das filas. Mas aí, Deus resolveu que ia dar uma mão para uns maluquinhos bem-intencionados.
E do nada, assim mesmo, tipo miragem de deserto, aparece quase uma centena de adolescentes de camisa amarela. Um lindíssimo grupo escolar de canarinhos em busca de: experiências. Estas mesmo que tínhamos vagas. Mão de Deus? Coincidência? Serendipidade? Milagre? Uma professora que deu um Google no que estava rolando no parque? Chame como quiser.
Eu vi ali, certinho, o “Deus ajuda os malucos”. Porque se a gente pensar bem na responsabilidade não faz. Não assume o compromisso de criar o inexistente. Não coloca seu CPF, seu nome, sua vida inteira em algo que tem um risco calculado, mas, talvez muito maior do que a média. Se pensar muito, você trava.
Mas a realidade é bem diferente. É do já, agora, neste exato momento. A inspiração chama. A imaginação clama. E a criatividade se torna palpável. As mãos gelam, a boca fica seca e é fazer ou fazer. Porque o contrário disso é não viver, não sentir. Não ser você. Não se entregar plenamente na jornada. E aí você vai, e vai com fé e na fé, porque sabe que Deus ajuda os malucos. Ele realmente ajuda os malucos, só pode.
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