Esta semana acontece no Rio de Janeiro os 25 anos do ELAS+, Fundo de Investimento Social, que é parte incrível da minha trajetória como profissional, mas, principalmente, como pessoa. Destas duas décadas e meia de história do Fundo, eu fiz parte de dez. Inclusive, eu e Amália Fisher criamos juntas esse nome, numa colaboração com a queridíssima Nádia Rebouças e com a Bia Penteado, que desenhou lindamente a marca original.
O ELAS me deu o mundo. E me tornou ativista. Perdi as contas de quantas conferências nacionais e internacionais burilaram o olhar que hoje está presente em cada um dos projetos que assino. E de quantas outras mulheres cruzaram seus caminhos com o meu para ensinar não apenas sobre direitos humanos e direitos das mulheres, mas, principalmente sobre justiça, liberdade, singularidade, respeito, empoderamento e protagonismo.
A mulher que sou hoje. A cidadã que sou hoje. A designer de experiências que sou hoje. A empreendedora que sou hoje. A mãe que sou hoje. A ativista que sou hoje. Foi também formada nestes dez anos em que lá estive. Porque sempre houve muita generosidade para ensinar, um amor profundo pela causa e uma vontade infinita de mudar o mundo, apesar de todas as adversidades, apesar do recurso que faltava, apesar da violência, da invisibilidade e dos retrocessos.
Fui buscar no acervo pessoal fotos para essa postagem e foi como abrir um túnel do tempo. Não que houvesse muitas fotos, o que é curioso para alguém de Comunicação, mas cada registro me trouxe uma recordação, uma memória. A primeira jornada experiencial “Angelita” (quando eu nem imaginava que isso existia). A primeira palestra em inglês (e o medo que me pelava de me enrolar com as palavras). O primeiro programa de liderança internacional (que me deu Sisters com quem falo até hoje).
Durante dez anos, o ELAS foi o meu mundo. E enquanto tudo isso acontecia, eu ganhava o mundo. Sempre digo que todo profissional deveria, ao menos uma vez na vida, atuar no Terceiro Setor para entender como o seu talento pode ser exponencializado. É bonito, agora, olhar para trás e ver essa história. E saber que logo, logo serão 30, 40, 50 anos de ELAS. Porque toda vez que uma mulher se empodera, milhares de outras se tornam protagonistas das suas histórias.
Tem muito mais coisas lá nas minhas redes!
IG: @veronica.marques


