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	<title>Veronica Marques</title>
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	<description>Designer de experiências, inovadora pedagógica e disruptora</description>
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	<title>Veronica Marques</title>
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		<title>Quando os nossos mentores envelhecem&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laura Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2025 18:46:27 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">A notícia da despedida de Nádia Rebouças, uma grande mentora e impulsionadora de carreira, me chegou preparando a mala para dar uma palestra fora do Rio. Lembro de ter sentado na beirada da cama repassando um monte de momentos que vivemos juntas &#8211; o processo de rebranding do hoje Fundo ELAS, as consultorias que cocriamos, a indicação para a primeira conversa no Green Nation. Veio tudo de uma vez e acoplado de um imenso calor no peito, um sentimento de vida vivida.<br><br>Fiz a mala, segui para o destino daquela apresentação, mas havia algo que eu não conseguia entender bem: o que acontece quando os nossos mentores envelhecem? Como a gente lida com isso? Celebrando suas histórias? Agradecendo pelo aprumo e pela dedicação em nos tornar outros? Mentorando também? E será que tudo isso é suficiente para celebrar a magnitude do impacto que tiveram em nossas vidas? Na minha vida, em tudo o que eu sou hoje como profissional, mas especialmente como ser?<br>A estrada passava de um lado enquanto eu lembrava da quantidade de papos que tive na graduação da Gama Filho, há mais de vinte anos, com o Luis Alberto Sanz e o quanto isso ampliou meu muito limitado repertório, me abrindo janelas e me escancarando percepções de um mundo que eu nunca havia sequer imaginado e que se tornou plenamente possível.<br><br>Recordei da Iara Cruz sentada ao meu lado na TV Gama, me ensinando a mapear a cidade inteira com o catálogo telefônico e o telefone fixo. E me dando bronca porque sabia que, se cavasse mais fundo, eu poderia ser mais, mais até do que os sonhos modestos que eu tinha na época eram capazes de me levar. E o quanto os dois brigaram pela bolsa de estudos que não me deixou abandonar a faculdade quando tudo parecia impossível.<br><br>Lembrei da Carla Rodrigues me descobrindo na pós-graduação e abrindo o portal do Terceiro Setor, fonte contínua de muitas oportunidades. Da Amalia Fischer e da Madalena Guilhon carimbando meu passaporte, me formando como ativista, como feminista, como comunicadora internacional. E acreditando que uma porquinha de plástico poderia se transformar numa exposição, o que aconteceu mesmo.<br><br>Recordei estes momentos com todos eles. E lembrei de nossos últimos encontros neste tempo de agora. Alguns, uma mensagem no WhatsApp, como foi com Nádia, uma reportagem que havia visto sobre a graúna do Henfil e que havia mostrado para a Antonia. Outros um samba pós-pandêmico de 80 anos como foi com a Iara. Ou os esbarrões casuais que tenho com a Madá por morarmos no mesmo bairro.<br><br>Momentos ridiculamente simples para a grandeza do impacto que tiveram na minha vida. Talvez, eu nunca consiga colocar em palavras e em ações a gratidão que tenho por cada um deles. Talvez, eu nunca impacte a vida de alguém como eles impactaram a minha. Mas, sei que, do lado de cá ou de lá, eles estão me vendo lutar minhas lutas, perder e ganhar minhas batalhas, acertar e me estrepar, mas com o que me ensinaram impressos em quem eu sou sempre e para sempre.</p>



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		<title>Onde muita coisa começou: 25 anos do Fundo ELAS!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[fw2]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 May 2025 00:58:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Esta semana acontece no Rio de Janeiro os 25 anos do ELAS+, Fundo de Investimento Social, que é parte incrível da minha trajetória como profissional, mas, principalmente, como pessoa. Destas duas décadas e meia de história do Fundo, eu fiz parte de dez. Inclusive, eu e Amália Fisher criamos juntas esse nome, numa colaboração com [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Esta semana acontece no Rio de Janeiro os 25 anos do ELAS+, Fundo de Investimento Social, que é parte incrível da minha trajetória como profissional, mas, principalmente, como pessoa. Destas duas décadas e meia de história do Fundo, eu fiz parte de dez. Inclusive, eu e Amália Fisher criamos juntas esse nome, numa colaboração com a queridíssima Nádia Rebouças e com a Bia Penteado, que desenhou lindamente a marca original.<br><br>O ELAS me deu o mundo. E me tornou ativista. Perdi as contas de quantas conferências nacionais e internacionais burilaram o olhar que hoje está presente em cada um dos projetos que assino. E de quantas outras mulheres cruzaram seus caminhos com o meu para ensinar não apenas sobre direitos humanos e direitos das mulheres, mas, principalmente sobre justiça, liberdade, singularidade, respeito, empoderamento e protagonismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A mulher que sou hoje. A cidadã que sou hoje. A designer de experiências que sou hoje. A empreendedora que sou hoje. A mãe que sou hoje. A ativista que sou hoje. Foi também formada nestes dez anos em que lá estive. Porque sempre houve muita generosidade para ensinar, um amor profundo pela causa e uma vontade infinita de mudar o mundo, apesar de todas as adversidades, apesar do recurso que faltava, apesar da violência, da invisibilidade e dos retrocessos.<br><br>Fui buscar no acervo pessoal fotos para essa postagem e foi como abrir um túnel do tempo. Não que houvesse muitas fotos, o que é curioso para alguém de Comunicação, mas cada registro me trouxe uma recordação, uma memória. A primeira jornada experiencial “Angelita” (quando eu nem imaginava que isso existia). A primeira palestra em inglês (e o medo que me pelava de me enrolar com as palavras). O primeiro programa de liderança internacional (que me deu Sisters com quem falo até hoje).<br><br>Durante dez anos, o ELAS foi o meu mundo. E enquanto tudo isso acontecia, eu ganhava o mundo. Sempre digo que todo profissional deveria, ao menos uma vez na vida, atuar no Terceiro Setor para entender como o seu talento pode ser exponencializado. É bonito, agora, olhar para trás e ver essa história. E saber que logo, logo serão 30, 40, 50 anos de ELAS. Porque toda vez que uma mulher se empodera, milhares de outras se tornam protagonistas das suas histórias.</p>



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		<title>Deus ajuda os malucos (só pode)!</title>
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		<pubDate>Thu, 29 May 2025 00:57:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tenho cada vez mais a impressão de que a criatividade está conectada a alguma espécie de divindade. Um criador ou criadora (não acho que Deus tenha gênero) que está por todos os lugares, vendo todos os meus sacolejos e invencionices e dizendo: “Minha filha, ai, ai!” (rs). Não acredito num Deus que pune. Nada disso. [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Tenho cada vez mais a impressão de que a criatividade está conectada a alguma espécie de divindade. Um criador ou criadora (não acho que Deus tenha gênero) que está por todos os lugares, vendo todos os meus sacolejos e invencionices e dizendo: “Minha filha, ai, ai!” (rs).<br><br>Não acredito num Deus que pune. Nada disso. Penso mais que o &#8220;cara lá de cima&#8221; fica vendo nossas escolhas torcendo para que a gente use o livre-arbítrio com sabedoria, aproveitando bem a jornada que temos &#8211; com todos aqueles desafios e oportunidades que fazem a vida incrível.<br><br>Tenho quase certeza, porém de que ele ou ela deve ter um apreço especial (ou seria uma preocupação superior?) pelos doidinhos, pelos outliers, pelos inovadores, pelos criativos e (com só um pouquinho de soberba) pelos designers de experiências.<br><br>Porque, na boa, Deus ajuda os malucos! Ajuda naquele projeto que você nem acredita e que cai no seu colo. Nas pessoas que coloca dos jeitos mais inusitados no seu caminho. Na inspiração que simplesmente acontece quando você menos espera. No desafio que você acha que é muito maior do que a sua altura e em que ele ou ela coloca um banquinho para fortalecer a subida.<br><br>Dia desses, no meio da operação de um festival, chovia cântaros e a gente só na maré da tristeza porque as experiências estavam vazias. Afinal, bom mesmo é quando está um fervo com milhares de pessoas querendo entrar e a gente tendo que administrar os humores das filas. Mas aí, Deus resolveu que ia dar uma mão para uns maluquinhos bem-intencionados.<br><br>E do nada, assim mesmo, tipo miragem de deserto, aparece quase uma centena de adolescentes de camisa amarela. Um lindíssimo grupo escolar de canarinhos em busca de: experiências. Estas mesmo que tínhamos vagas. Mão de Deus? Coincidência? Serendipidade? Milagre? Uma professora que deu um Google no que estava rolando no parque? Chame como quiser.<br><br>Eu vi ali, certinho, o &#8220;Deus ajuda os malucos&#8221;. Porque se a gente pensar bem na responsabilidade não faz. Não assume o compromisso de criar o inexistente. Não coloca seu CPF, seu nome, sua vida inteira em algo que tem um risco calculado, mas, talvez muito maior do que a média. Se pensar muito, você trava.<br><br>Mas a realidade é bem diferente. É do já, agora, neste exato momento. A inspiração chama. A imaginação clama. E a criatividade se torna palpável. As mãos gelam, a boca fica seca e é fazer ou fazer. Porque o contrário disso é não viver, não sentir. Não ser você. Não se entregar plenamente na jornada. E aí você vai, e vai com fé e na fé, porque sabe que Deus ajuda os malucos. Ele realmente ajuda os malucos, só pode.</p>



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		<title>Reflexões sobre propósito, desafios e quem somos!</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jul 2022 08:40:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gosto de pensar que os desafios que são entregues na nossa carreira têm relação com nosso propósito (ou nosso gosto por se aventurar). Nesta quase uma década como Designer de Experiências CxZ, vivi um pouco de tudo. Projetos imensos com recursos milionários, equipes gigantescas e tanto público que dava até medo. Projetos minúsculos com uma [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Gosto de pensar que os desafios que são entregues na nossa carreira têm relação com nosso propósito (ou nosso gosto por se aventurar). Nesta quase uma década como Designer de Experiências CxZ, vivi um pouco de tudo. Projetos imensos com recursos milionários, equipes gigantescas e tanto público que dava até medo. Projetos minúsculos com uma equipe mínima, recursos em que contávamos os centavos e aquele vai e vem de público feliz. E desenvolvi todos estes projetos e muitos outros sempre pensando em como desafiavam o meu propósito.<br><br>Porque, honestamente, se você quer ser Designer de Experiências CxZ precisa ter gosto por se jogar no desconfortável, no desconhecido, no arregaçar as mangas para fazer algo novo. Isso significa que, em um dia, você vai subir num palco para treinar centenas de pessoas e no outro vai descolar fita e carpete do chão para entregar o espaço da mesma maneira como o recebeu. E fará tudo isso com os olhos brilhando, um sorriso no rosto, o coração em paz, os pés exaustos, as mãos sujas e a alma calejada de ter desafiado seu propósito mais uma vez.<br><br>Na vida, não há fórmula mágica para alcançar o sucesso. No Design de Experiências também não. Porém, tenho a impressão de que quando conhecemos com mais assertividade o nosso propósito (e, consequentemente, a nós mesmos) fica mais fácil saber o tamanho do desafio que está na nossa frente e decidir. Aquele projeto faz sentido em como eu penso o mundo? Representa a mudança que quero ver? E mais, há um desafio interessante? Uma oportunidade de pôr meus talentos e conhecimentos em outra direção? Se sim a tudo isso, aí vamos nós.<br><br>Dia desses ouvi numa reunião de uma cliente: “Você apresenta as coisas e a gente se empolga só de ouvir você falar!”. E é verdade, eu me empolgo mesmo. Porque, de verdade, eu tenho o privilégio de fazer experiências que acredito, que representam quem eu sou como pessoa, como profissional e como espírito. E estas experiências não são apenas fruto do conhecimento técnico, da criatividade aplicada, da disrupção que pulsa e muitas vezes não me deixa descansar até criar algo. É o propósito (ou propósitos) que ganha concretude. São os desafios que foram superados. São pedacinhos de desejos de transformação que se multiplicam por aí. São quem eu sou,  em experiências, para o mundo, para todo mundo.</p>



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